Aset Webenut

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Durante o segundo dia do quarto mês de Shomu (Calor) é marcado pela proteção de quatro divindades:


1. Serqet;
2. Hethert, Senhora do Caminho da Procissão;
3. Hethert da Grande Chama;
4. Aset-Hededet.


Essas divindades carregam a responsabilidade de proteger e cuidar do dia da Grande Procissão de Aset, Mãe de Deus! Este dia é chamado de Aset Webenut/Aset Luminous (Aset, a Luminosa), uma celebração de final de ano muito especial.


Sendo o festival mais bem mantido durante os séculos, acontecendo oficialmente até o século IV d.C., simboliza o final do ano egípcio, marcando em luzes a esperança de que o Nilo vai voltar a inundar no início do próximo ano, que acontece logo depois da aparição da estrela Sopdet (Sothis/Sirius) no céu.


Sopdet é uma das formas de Aset, uma das razões pelo qual Ela é a grande celebrada no final do ano, Suas lagrimas iniciam a inundação do Nilo. Esta festa é marcada por oferendas de grãos, barcos flutuantes no Nilo e muitas lâmpadas e velas acesas, honrando a luz de Aset, filha de Rá que representa todo o poder solar com seu título de Olho de Rá/Heru. Em períodos mais tardios, essas procissões de barco receberam o simbolismo da busca de Aset pelo corpo do marido morto Wesir que havia sido afogado no Nilo, as chamas eram colocadas em janelas e transportadas pelas ruas para assustar maus espíritos e ajudar a iluminar o caminho da viúva.


É acreditado que o principal local onde acontecia esse festival era na Núbia, no templo da ilha de Philae, onde muitas outras procissões de Aset ocorriam durante todo o ano e especificamente neste último mês do ano, até mesmo uma em específico, no qual a estátua de Aset era levada até o templo de Wesir na ilha de Biggah. O Webenut e suas variações inspiraram o festival romano Isidis Navigium, Lychnapsia e o Ploiafésia, no qual Isis, como Pelágia (a Senhora do Mar), recebia orações de marinheiros para protege-los durante as viagens.


Nos dias de hoje, praticantes modernos de tradições egípcias e helênicas têm o costume de escrever orações, pedidos e hinos para Aset em papeis que vão ser dobrados no formato de barcos com velas dentro e colocados em corpos de água.

Assim, nosso ano egípcio começa com a luz – o nascimento do próprio sol – e termina com uma vigília de lâmpadas acesas para brilhar o caminho em direção ao Zep Tepi de um novo ano.” (SIUDA, Tamara. The Ancient Egyptian Daybook, p. 277.)

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